Gestão Pública
SOUZA
FILHO, Rodrigo. A Administração, a
Questão do Estado e o Fenômeno Burocrático: Fundamentos da Gestão Pública.
In:__ Gestão Pública e Democracia: A Burocracia em Questão
Considerando que estamos diante de uma crise
de gestão do Estado, o autor descartando uma crise do capitalismo, defende a
necessidade de um Estado mais eficiente, debatendo no primeiro capítulo da sua
obra, a administração pública nos seus fundamentos. A análise weberiana da burocracia relaciona-se a: razões
históricas e administrativas para o processo da burocratização (especialmente
na civilização ocidental); o impacto do domínio da lei no funcionamento de
organizações burocráticas; a orientação pessoal típica e a posição ocupacional
dos oficiais burocráticos como um grupo de status; os atributos e as
conseqüências mais importantes da burocracia na organização burocrática no
mundo moderno. A administração burocrática clássica, baseada
nos princípios da administração do exército prussiano, foi implantada nos
principais países europeus no final do século passado; nos Estados Unidos, no
começo deste século; no Brasil, 56 em 1936. A crise
do Estado impôs a necessidade de reconstruí-lo; a globalização tornou
imperativo redefinir suas funções. Muitos estudiosos e membros das máquinas
governamentais parecem convergir para uma mesma solução: a saída “mágica”
estaria na descentralização e na criação de canais de participação popular.
Saída “mágica” porque, todos parecem apegar-se a esta proposta como algo de
fácil implementação, sem maiores preocupações com a necessidade de uma clara
compreensão de seu conteúdo ideológico e das implicações de ordem política,
oriundas de sua adoção. Antes da integração mundial dos
mercados e dos sistemas produtivos, os Estados podiam ter como um de seus
objetivos fundamentais, proteger as respectivas economias da competição
internacional. Depois da globalização, as possibilidades do Estado de continuar
a exercer esse papel diminuíram muito. Seu novo papel é o de facilitar para que
a economia nacional se torne internacionalmente competitiva. A regulação e a
intervenção continuam necessárias, na educação, na saúde, na cultura, no desenvolvimento
tecnológico, nos investimentos em infra-estrutura – uma intervenção que não
apenas compense os desequilíbrios distributivos provocados pelo mercado
globalizado, mas principalmente que capacite os agentes econômicos a competir a
nível mundial.
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